Como introduzir a teleconsulta em seus atendimentos médicos

Marketing Médico - Josué Cardoso

Além de investir em estratégias digitais, para se adaptarem às novas demandas do mercado, os consultórios e clínicas médicas precisam aprender a utilizar as teleconsultas como parte integrante dos serviços de saúde prestados aos pacientes.

A transformação digital trouxe profundas mudanças para o setor da saúde. Hoje, o sucesso das clínicas médicas passa a depender muito de uma presença consolidada na internet, sendo praticamente obrigatório um plano de marketing digital. Nesse contexto, é fundamental entender que o próprio atendimento médico também deve passar por transformações. 

Com a pandemia de Coronavírus, a telemedicina, que antes era tratada com desconfiança, passou a ser encorajada como uma das melhores alternativas para a manutenção dos serviços de saúde. Quanto mais rápido as clínicas e hospitais se adaptarem a essa modalidade, mais fácil será atrair pacientes e manter a agenda cheia, mesmo com as restrições impostas na quarentena. 

Sabemos que a prática ainda é cercada de dúvidas quanto ao seu funcionamento e implementação. Neste artigo, portanto, vamos te explicar como introduzir a teleconsulta em seus atendimentos médicos a fim de oferecer um acompanhamento melhor aos seus pacientes e fortalecer os processos da sua clínica. Acompanhe!

 

Teleconsulta é permitido por lei?

A RESOLUÇÃO nº 1.643/2002 do Conselho Federal de Medicina (CFM) define telemedicina como o “exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde.” 

Levando em consideração essa definição, um pediatra, por exemplo, que realiza uma chamada de vídeo para tirar dúvidas e questionamentos dos pais, ou até mesmo um cirurgião que acompanha o paciente no pós operatório com o uso de smartphones; ambos estão, cada um à sua maneira, exercendo modalidades de telemedicina. 

Porém, é importante dizer que essa resolução não prevê a prática da teleconsulta, especificamente. Apenas estabelece diretrizes para a troca de experiências entre profissionais de saúde e a solução de dúvidas para pacientes que já foram atendidas anteriormente

A verdade é que ainda não existe consenso quanto a melhor maneira de legislar as demais práticas de telemedicina, como teleconsulta, telediagnóstico, teleorientação… Ou seja, não existe ainda uma resolução que determine o que pode ser feito e o que não pode ser feito dentro de todas as possibilidades oferecidas pela telemedicina.

No entanto, recentemente, por causa do Coronavírus, o próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) reduziu as restrições e reconheceu a possibilidade de atendimento médico a distância (teleconsulta) durante o combate à Covid-19. A expectativa é de que uma nova regulamentação para as práticas de telemedicina seja aprovada ainda em 2020. 

De todo modo, para este artigo, adotaremos o termo “teleconsulta” como recomendado pelo CFM – consulta médica remota, mediado pelo uso de tecnologias, a fim de esclarecer dúvidas e pendências de pacientes que já se consultaram ao menos uma vez presencialmente.  

 

Vantagens da teleconsulta

Além da vantagem óbvia de ser uma alternativa mais segura para hospitais e clínicas durante a pandemia, a teleconsulta apresenta outras vantagens:

  • Com o acompanhamento a distância, tanto o paciente quanto o especialista envolvido podem ser beneficiados pela comodidade de não terem que se deslocar para trocarem informações. 
  • A teleconsulta pode oferecer uma vantagem enorme para pacientes com agendas muito cheias, que normalmente não dispõem de muito tempo para acompanhamento médico regular. 
  • Tem o potencial de aumentar a agilidade dos processos, já que simplifica a consulta. Dessa forma, a clínica pode aumentar muito o número de pacientes atendidos e  a eficiência e alocação da equipe de funcionários. Além disso, pacientes podem evoluir com maior rapidez em seus tratamentos, já que todo o processo de consulta, laudo, diagnóstico são mais rápidos. 
  • Com o aumento da eficiência e a digitalização de vários processos que antes eram analógicos, o custos de manutenção certamente irão diminuir. Os investimentos em corpo clínico, infraestrutura e materiais certamente serão reduzidos.

 

Quais tecnologias são necessárias?

Para começar a atender pacientes de maneira remota, é indispensável ter um sistema seguro, com tecnologia de ponta, que garanta a segurança e privacidade de todos os pacientes através de um armazenamento seguro de dados

Apesar de poder ser realizada de maneira simples, em qualquer smartphone, por exemplo, não é recomendado utilizar aparelhos desprotegidos, fora de um sistema integrado programado para isso na hora de realizar os atendimentos. 

A dica é procurar uma plataforma com todos os pré-requisitos necessários e implementá-la na clínica, fornecendo treinamento especializado a todo o corpo médico que irá utilizar o sistema diariamente, como a ClinicWeb ou Doutor ao vivo, por exemplo.  

 

Como começar?

O primeiro passo para introduzir a teleconsulta em seus atendimentos é analisar as especificidades do seu setor, tendo como base as orientações prestadas pelo Conselho Federal responsável pela sua atuação.  

Para muitas especialidades, após a primeira consulta presencial e solicitação de exames, por exemplo, é possível dar andamento nas próximas consultas de modo online. No caso de nutricionistas, por sua vez, estes especialistas podem até realizar a primeira consulta de maneira remota – um medida adotada após a crise do Coronavírus pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). 

 

Posso realizar teleconsultas. E agora?

Caso você já tenha um sistema integrado capaz de fornecer o armazenamento de dados com a segurança necessária para realizar suas teleconsultas e tenha identificado as especialidades da sua clínica que podem fazer um acompanhamento de maneira remota, é muito importante comunicar aos pacientes essa mais nova possibilidade e deixar claro que a qualidade do atendimento será a mesma.  Se possível, uma dica é oferecer benefícios exclusivos para estes atendimentos, como modo de incentivá-los e de quebrar possíveis objeções de seus pacientes.

Muitas pessoas ainda têm receio de que, optando pela teleconsulta, suas necessidades não serão atendidas, ou que talvez o médico não consiga identificar os problemas de saúde do mesmo modo que numa consulta presencial. 

Porém, vale lembrá-las que as teleconsultas são um acompanhamento remoto de uma consulta presencial. Além disso, as especialidades que obrigatoriamente necessitam de um atendimento presencial para serem eficazes (como a odontologia, por exemplo), não estão aptas para a nova modalidade. 

É muito importante explicar aos seus pacientes, com detalhes, que todas essas medidas foram pensadas com cuidado e que, sob nenhuma hipótese, a teleconsulta será prejudicial para ele, caso recomendada. 

Feito isso, tenho certeza que seus pacientes ficarão ansiosos por aproveitar as vantagens das consultas a distância. 

 

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Espero que este artigo tenha te ajudado a entender um pouco sobre telemedicina e como você pode utilizá-la para melhorar o atendimento aos seus pacientes. Se ainda tiver alguma dúvida, deixe seu comentário. Vamos responder o mais rápido possível. 

 

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