Co-Branding e Co-Marketing: qual a diferença? Como usar cada um?

Marketing Digital - Raphael Caitano

A diferença é simples: enquanto o Co-Branding tem foco no fortalecimento das marcas parceiras, o Co-Marketing foca na criação de uma proposta em conjunto e no compartilhamento das suas estratégias de promoção.

Mas, se você chegou neste artigo, aposto que quer entender melhor sobre qual a melhor estratégia para a sua marca em específico, certo?

“É melhor eu fechar uma parceria com uma marca para fortalecer os nossos brandings em conjunto na mente do consumidor, ou é melhor eu lançar um novo produto com um parceiro?”

Co-Branding e Co-Marketing qual é melhor

Se você está com essa dúvida, esse é o lugar certo para você.

Vamos te explicar melhor sobre a diferença entre Co-Branding e Co-Marketing, para que possa avaliar qual a melhor opção para o seu contexto atual, além de te dar as dicas e orientações certas para executar a ação que escolher.

Vamos lá? Vem com a Eixo!

Co-Branding e Co-Marketing: qual a diferença, exatamente?

Co-Branding e Co-Marketing qual a diferença

Como dissemos, enquanto uma tem como objetivo fortalecer a imagem de ambas as marcas participantes, outra enxerga a oportunidade de parceiros lançarem uma nova proposta (produto/serviço/conteúdo) em conjunto e todos saírem ganhando com isso.

Fato é que ambas, tanto o Co-Branding quanto o Co-Marketing, estão sendo cada vez mais usadas e são excelentes estratégias de marketing para atrair mais leads qualificados para marcas e, consequentemente, aumentar a receita de uma empresa.

Essas ferramentas — quando feitas a passos estratégicos — trazem muito resultado, não só quando falamos de custo benefício, mas também para atender o objetivo inicial, que é atração de futuros clientes.

Isso porque a essência do Co-Marketing e o Co-Branding está enraizada na ideia de fazer parcerias que geram lucro.

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Mas, sem mais delongas, entenda melhor sobre cada uma abaixo, mais detalhadamente.

O que é Co-Branding na prática? Exemplo:

Imagine que você está buscando formas de atrair novos clientes, mas o orçamento da empresa não está tão favorável para lançar um novo produto ou serviço, que é a primeira coisa que lhe vem à cabeça.

É nesse momento que surge um insight: por que não fazer um Co-Branding com uma marca?

Nesse caso, as empresas unem forças para que conquistem novos leads e clientes de uma maneira onde as duas consigam se diferenciar da concorrência entregando ao público um produto ou serviço já existente com um valor a mais

É como se uma fosse a cereja do bolo da outra.

O Co-Branding carrega a máxima de: “Diga-me com quem andas, que…” no caso do Marketing Digital, o complemento dessa frase é: “…te direi se vou te seguir” ou “…te direi se vou te comprar”. É isso que o consumidor pensa.

Nessa estratégia o foco é unir para conquistar. No fim, as duas ganham. E um bom exemplo disso é o que aconteceu com o McDonald’s e o Bob’s.

bobs vs mcdonalds

Há algum tempo, ambas as marcas estavam “brigando” para ver quem seria o pai do milkshake de Ovomaltine. Mesmo que a marca Ovomaltine ainda não tenha se tornado um modificador de leite à frente de Nescau e Toddy, ela está cada vez mais forte no mercado brasileiro.

Nessa disputa, o dono da marca Ovomaltine optou por fazer Co-Branding com a McDonald’s, por ter noção que a divulgação da marca tem um alcance muito maior que a feita pela Bob’s.

Já o McDonald’s reconheceu a importância de ter a Ovomaltine em um de seus produtos e a força que isso traria ao seu cardápio de sobremesas, que, aliás, se tornou um dos focos da gigante do fast food nos últimos anos.

Resultado: ambas ganharam autoridade diante do público atual e do público que se pretende atingir, além de terem impulsionado vendas com a polêmica, ocupado novos nichos de mercado e diminuído o Custo de Aquisição de Leads (CAC).

Não sabe o que é CAC nem como calculá-lo para a sua marca? Então, clique e confira este outro artigo.

Ou, leia também:

Como se tornar autoridade dentro do seu segmento

O que é Co-Marketing na prática? Exemplo:

Imagine que existem duas empresas cujo público-alvo é o mesmo. Isso, em geral, já é um forte fator de concorrência e justificativa para que uma sempre busque ser melhor que a outra, certo?

Mas, e se elas unissem esforços para lançar um produto novo, feito em conjunto, ou um conteúdo com a marca das duas empresas? É possível?

Sim, especialmente se as propostas de negócio forem diferentes. É aí que o Co-Marketing entra como uma grande vantagem.

Por exemplo, a empresa que vende suplementos se junta à que fornece alimentação saudável para criar um conteúdo em vídeo que ensina receitas saudáveis. O vídeo e a campanha de marketing  levam as duas marcas e são produzidos por ambas.

Com isso, ambas saem ganhando, já que:

  • Geram novos leads:  a loja de suplementos será conhecida pelos seguidores da loja que fornece marmitas saudáveis. E vice-versa. O que acontece? Novos leads surgem para as duas empresas, principalmente porque o público-alvo de ambas é igual ou similar.
  • Ganham mais autoridade e confiança de marca: você une a marca do seu negócio a outra que já é considerada especialista no que faz e tem a confiança dos seguidores. Por isso, dependendo de quem a sua empresa está se juntando para fazer a ação de marketing, a sua autoridade também cresce.
  • Conseguem campanhas com mais alcance e menos custo: A empresa parceira já tem um banco de dados que num piscar de olhos pode ser compartilhado com a sua. O que você ganha? Usa menos tempo para propagar a sua marca, diminui o custo com aquisição de leads e abre portas para que o resultado chegue mais rápido. No exemplo das lojas de suplementos e marmitas saudáveis, propagar um vídeo de receitas com uma base própria terá menos alcance do do que incorporar outra base nas campanhas.

E então, ficou mais clara a diferença entre Co-Branding e Co-Marketing? Aprenda abaixo como usar cada uma da maneira correta.

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Leia também: O que fazer com leads gerados do Google Ads?

Como usar o Co-Branding corretamente para compartilhar esforços e resultados

Como usar o Co-Branding corretamente

Antes de tudo, é muito importante que você esteja com os objetivos e expectativas de retorno bem alinhados com a marca parceira.

Dito isso, preste atenção nas orientações abaixo e no que deve levar em consideração antes de dar o start nessa parceria.

Avalie bem a força da marca parceira

Lembra do “diga-me com quem andas e que direi quem és”? Tenha isso em mente sempre na hora de fechar uma parceria.

Você deve avaliar a relevância da marca com quem quer fechar uma parceria e tente identificar proximidades com a sua.

Não adianta se unir a uma marca muito mais fraca ou muito mais forte que a sua.

Busque parcerias de níveis aproximados ao da sua empresa e diminua as chances de ter prejuízos ou não conseguir executar o plano até o final. 

Aproveite essa análise para ver os pontos fortes e fracos da marca parceira. Verifique os resultados com publicidade e se ela tem uma boa posição no mercado.

Análise o público do parceiro é viável e interessante para você

Assim como deve ser feito em toda parceria que foca na aquisição de leads e, claro, futuros clientes, é necessário observar se o público da empresa parceira poderá ser atraído pelo seu produto ou serviço.

Só ter uma marca forte sem uma correlação ou sem chances de identificação dos seguidores pode ser perda de tempo e de dinheiro. 

É preciso ter as personas em mente para colocar na cabeça das pessoas que a sua marca é tão boa quanto a que você está se unindo.

Tem dúvidas sobre o conceito de persona? Quer aprender a forma correta de criar uma? Leia também: O que é Persona e como criar uma para seu negócio?

Preste atenção na qualidade de entrega da marca parceira

Faça uma análise detalhada da importância que a empresa parceira dá à qualidade.

Se a junção será para criar um produto novo e você vai complementar com um item de outra marca, pondere e anule todas possibilidades do produto falhar. Se você vai implementar com serviços, avalie o todo e, claro, cada detalhe.

A partir do momento que você coloca a sua marca em outro produto, uma está entrelaçada a outra. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de escolher. 

Mantenha a individualidade e identidade da sua marca

Um dos possíveis riscos num trabalho de fortalecimento de marcas com o Co-Branding pode provocar exatamente o contrário, que é a perda de individualidade da marca.

Se você não tiver o cuidado de exigir que a sua identidade visual seja preservada ou não definir como ela será trabalhada antes da ação iniciar, há chances reais disso ocorrer.

Como usar o Co-Marketing corretamente para fortalecer marcas e agregar valor

Como usar o Co-Marketing corretamente

Primeiro, como tudo no Marketing Digital, não adianta desenvolver ações de Co-marketing às escuras. Veja o que deve levar em consideração para conseguir atrair leads sem se perder no meio do caminho com o Co-marketing.

Pesquisas e buscas por empresas que possam complementar é fundamental

Comece buscando empresas que podem complementar o seu serviço para lançar e/ou divulgar o seu produto.

Ações conjuntas de marketing podem até funcionar se as duas ou mais empresas trabalham exatamente com o mesmo produto ou serviço, mas é preciso planejar e alinhar as expectativas de ganho muito bem (isso vale em todos os cenários).

Caso contrário, há grandes chances de os empreendedores finalizarem o projeto com a sensação de que saíram perdendo.

Normalmente, empresas que trabalham no mesmo produto se unem às concorrentes em grandes eventos e pomposas ações de marketing.

Reveja as estratégias antes de fechar a parceria

Se você acredita que o seu produto precisa de uma ação de Co-Marketing para aquisição de leads, não precisa se apegar somente à ideia de novidade ou lançamento.

Reveja várias vezes a sua estratégia e, antes de fechar a parceria, se questione:

– O que isso vai agregar ao meu negócio?
– A empresa que dividirá a ação de marketing tem uma boa reputação e autoridade no que faz?
– Essa parceria terá ações ganha – ganha e será executada de modo igualitário?
– O público da parceira que vou atingir tem semelhança ou se aproxima da persona da minha empresa?
– Há segmentação na distribuição de conteúdo ou vai ser tudo entregue igualmente para toda a base?
– O que os leads vão receber será definido e revisado conjuntamente?

Algumas empresas falham nas ações de Co-Marketing porque querem de todo jeito introduzir um produto que não foi bem recebido pelo seu público. Na tentativa de não ter prejuízos, buscam empresas que podem ajudar numa espécie de ‘relançamento’, o que pode ser visto como cansativo pelo público. 

Busque o que é referência

Não basta se unir a uma empresa que vai complementar a execução de um produto novo e dividirá os esforços nas ações de marketing.

É preciso agregar a sua marca a uma que já adquiriu certa autoridade com as expertises que tem. Isso contribuirá para que a sua empresa também seja reconhecida como referência no que faz.

O que o parceiro pode agregar de valor ao público que segue a sua marca? Mesmo complementando muito bem o produto que vão lançar juntos, verifique se essa marca tem posicionamentos que fogem da identidade da sua empresa.

Conclusão

Para finalizar, tenha em mente que o sucesso do Co-Branding e do Co-marketing vai depender de uma avaliação bem completa do mercado da marca parceira, da estratégia e do planejamento geral da ação.

Quando bem pensada, essa pode ser uma grande oportunidade para alavancar os seus resultados.

E, claro, se precisar de uma ajudinha nesse processo de escolha e execução entre Co-Branding e Co-marketing, conte com a Eixo para guiar as suas estratégias digitais em direção a bons resultados. Fale com um de nossos especialistas aqui e tire suas dúvidas!

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